quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Histórias de Meadora: pegadas

Meadora tinha pés finos e ossudos.
Trinta e Sete foi o nome que deram aos gêmeos, mas Meadora chamava em segredo de Sete o direito e Seis e Meio o esquerdo.
Sete e Seis e Meio nunca se deram com sapato nenhum, queriam mais viver descalços pisando firme em asfalto, areia, neve, água de mar, terra molhada...
Eram dois curiosos que contavam para sua dona a cede de caminhar pelo mundo e deixar suas pegadas.
Os meninos eram dois guerreiros, seguravam a barra de levar Meadora para todos os lados o tempo inteiro e em off: Meadora deu uma engordada!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pedras


Este “merecimento” que eu “não” entendo
Estas preferências que todos vêem e fingem não saber
Estas “estranhezas” que começam do nada e ficam
Estas pessoas difíceis demais,
Inconstantes demais,
Superficiais demais,
Cansei!
De tentar atingir o inatingível,
De tentar agradar o incontentável,
De tentar compreender o incompreensível,
De tentar perdoar o que nem devia ter começado.
Cansei de tentar transpor este muro, esta montanha, este bloco de pedras.
Pedras, esta é a maioria!
Pedras de gelo,
Blocos de pedras de gelo!
Tristeza invade
Decepção instalada
Queria perceber o que é esta diferença,
O que nos separa?
O que faço ou não pra não estar “dentro”?
Quer saber, não faço mais questão de entender nada!
Me dói, mas passa.
Se são de pedra, também sou dura
Escrevo agora no cimento
Que é pra me lembrar sempre:
"Graças a Deus com este time não me pareço!"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Para um amor em Recife

inspirado nos amores de AnaLe, para você amiga querida!
 

Não sei se já te disse hoje
Não lembro
Não sei se disse isso alguma vez
Não sei
Não sei se você sabe, se lembra
Mas você deixou em São Paulo alguém que gosta de você
Não sei se chove em Recife, se venta
Não sei como o dia nasce nem à que horas o sol costuma se esconder
Não sei
Não sei se as estrelas te contaram, se elas sabem
Mas pedi a lua pra sempre te proteger

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Avante

com carinho
 
Sem a menor sombra de dúvida as pessoas estão onde suas escolhas as levaram!
De nada adianta viver olhando para traz, ou cobrar dos céus o que temos como probidade: a melhor justiça é superar e seguir em frente!
De nada adianta perder horas reclamando sobre o sucesso alheio, lícito ou ilícito, o caminho correto para chegar onde se almeja demanda tempo e trabalho, não o desperdice cobiçando o que não é seu.
De nada adianta planejar um futuro que não será executado, faça as coisas que deseja hoje e terá garantido o amanhã.
Mas principalmente, não acredite em receitas prontas, porém use as folhas em branco para escrever a sua história.

Alguém me disse que esse seria o ano da minha “virada para melhor”...
Outro alguém me disse que só se entende o passado vivendo o presente.
Concordo com os dois!

Não tema o que é novo, só se aprende a fazer algo fazendo e só se está pronto para “ser” quando realmente é.
Lembre-se que tudo que foi vivido é totalmente relevante, mas importante mesmo é o agora!
Tenha fé sempre, pois se está difícil com Ele, será impossível sem!

Siga em frente!

(escrito ao som de Adeus - Móveis Coloniais de Acajú) 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Meu maracatu


O Maracatu é minha paixão, isso não é segredo

Só sendo brincante pra entender o amor pelo brinquedo!

Escola de alegria,

Encontro de culturas,

Magia que contagia,

Povo que se mistura.

Baque de peso que quebra,

Loa com força de reza,

Alma que chega em casa,

Valor que se agrega.

Terra de reis e rainhas,

De damas, batuqueiros e baianinhas...

Foi lá que meu coração achou seu par,

Que minhas mãos descobriram o agbê,

Que eu fiz uma porção de amigos,

É lá que meus pés gostam de se mexer.

Axé que trago comigo

Bandeira que carrego enquanto viver!

"Meu Maracatu chegou
pra arrastar a multidão.
Tem a força do tambor,
feito prece e oração."

(escrito ao som de Mãe África - Márcio Lozano)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um ciúme D'Repente


Eita bichinho danado,
Que não se vê, se sente
Que morde e cutuca
Que provoca e machuca
Que leva a loucura
Que da dor no peito
Na alma e na carne
Parece não ter cura
Que tira do sono tranqüilo e leva pro pesadelo doente
Que planta a insegurança em solo que tava contente
Que mata amor bonito
Que faz a solidão presente
Eita bichinho danado!
Eita praga resistente!
Que faz do mar de alegria um sertão cheio de serpente
Que amarga a boca
Que faz virar lembrança aquilo que era presente
Que escurece o brilho dos olhos
Que faz tristeza na gente
Eita bichinho danado!
Maldição que ninguém assume
Sai de mim moléstia
Vai de reto ciúme!

domingo, 10 de julho de 2011

A roda, a tesoura e os desejos


para todos e para Ana Le Guimarães

Por ter essa vida dançante musical guiada por Deus e pelo vento, nem sempre as palavras têm de ser tão minhas, podem ser tão do outro e me descrever com tamanha verdade ou decifrar momentos tão sutis...
A roda gira e não tem mais o mesmo sentido, mas traz a mudança pra cá; traz a necessidade de falar, pintar, expor o que á tempos já está transformado na alma.
Cansa-me olhar no espelho e ver o rosto que já não é mais meu, quero por nele a diferença que sinto, quero ter estampada na pele as minhas verdades, os meus sentimentos...
Quero seguir pra onde mora a minha alma, tendo a certeza de que o agora só dura o tempo de um instante e que o depois não pertence a ninguém.
Quero cortar os cabelos, redesenhar o corpo e contar como superei um dos meus piores momentos; quero dizer o quanto isso tudo me ajudou e que Ele nunca me deixou.
Quero agradecer a todos que (in)voluntariamente me inspiraram a continuar...

“Foi a tesoura do desejo
Desejo mesmo de mudar”