sábado, 11 de dezembro de 2010

Ocupado?

O que rompe este fio tão delicado?
Qual o nome deste bichinho danado que mastiga os laços até desmanchar?

Depois de um simples e inocente recadinho de uma amiga no
Facebook comecei uma reflexão sem fim sobre quando, como e onde as relações terminam...
Conclui que as pessoas estão ocupadas demais!
Ocupadas demais para sorrir para alguém, para informar as horas, para dar um bom dia decente, um abraço na mãe, surpreender a namorada, para responder uma pesquisa de rua,  para olhar nos olhos do outro, ocupadas demais dentro de seus quadrados.
Tanta pressa pra fazer o que mesmo?
Já nem sabem mais...
Apenas andam roboticamente, comem apressadamente, dormem pouco e vão deixando de ser felizes tornando gradativamente as coisas ao redor tristes.
Aos poucos frios e solitários, os ocupados viram prisioneiros da vida que não sonharam e que na verdade sempre detestaram.

O individualismo deixa o indivíduo sozinho!

Ao meu ver, relações são como plantas: precisam de água, sol e liberdade... digo, ar em medidas precisas para que possam crescer e florir.

Já cuidou da sua planta hoje?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Nome Dela

A saudade pega a caneta e se coloca a pintar
Desenha o nome dela e grita "volta!”
Enche balão e solta
Põem carta no correio
Cachorro pra farejar
Joga até garrafa nas ondas do mar...
Suspira longo
Sussurra “namorada”!
Ela faz falta!
E quanta...
Como é amada
Cadê Amanda?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Perdoai as nossas ofensas... Amém

Procurando sobre o assunto deste post encontrei um texto pra refletir:
“O sentido primário de perdão é o de remissão da culpa, ou seja, a desculpa.
Porém, para que o perdão possa existir, há, necessariamente, que existir o que perdoar. Portanto, para que se possa exercer o perdão, obrigatoriamente há que existir, assumidamente, a quem perdoar.

Perdoar a quem não admite e/ou assume a culpa, pena ou dívida, equivale a coisa alguma.”


Acredito que o perdão é um dom divino, é algo grande e profundo que nem sei descrever.

Tão forte quanto o arrependimento, perdoar e ser perdoado são ações libertadoras, dão leveza, tiram os nós, desfazem malas e bicos.


Mas qual é a origem do perdão?

Só pode ter nascido dentro de Deus, que precisava criar algo capaz de superar a dor, um cicatrizante para que ele voltasse a nos olhar com carinho: fez-se então o perdão.

Me pergunto se não erramos em sempre perdoar, não estaríamos ensinando o mundo a persistir no mesmo mal?

E quando ainda dói, pra que bancar o superior?
Não sei se quero o perdão, porque não sou egoísta em pedir algo que em dados momentos não sou capaz de dar.

E o que é perdoar?

É esquecer?
É ignorar?
Pra mim é entender o que aconteceu, mas isso não quer dizer que eu deva abrir espaço para novamente a lamina me penetrar.

ELE quer me ensinar...
Eu quero aprender...

Te perdôo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Na ponte

Todos os dias ela se levanta.
Abre os olhos com preguiça e se estica feito um gato na cama.
Sabe a ordem das coisas: tomar banho, se vestir, conferir a bolsa, pendurar a toalha, uma última olhada no espelho, pegar as chaves, pegar o ônibus, pegar o trem, seguir o caminho...

Não sabe o que ele contém, imagina estar nele: no caminho!
Mas tem dias que não sente qual é a cor e a roupa que deve vestir, não sabe para onde seguir e tem vontade de parar, de se sentar na ponte e ver tudo passar depressa, rezando para essa incerteza correr tanto quanto as águas, os ventos, tanto quanto a luz e fugir dali.
Não consegue se mover, fica congelada, presa na música que colocou pra repetir.
Não quer prever o próximo capítulo, quer apenas que seu coração lhe diga se deve continuar lendo aquele livro.
Não sabe...
Não sabe andar no escuro, pisando com tanto medo que nem consegue sentir...
Não sabe!
A outra mulher, a mais velha, diz que ela sempre tem uma frase, um argumento, uma justificativa pra tudo.
Hoje ela se sente sem palavras.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um dia de fúria

Filho de uma puta!
Desliguei o telefone com uma baita raiva do mundo e de todos os seres vivos que possuem polegares opositores!
CA-RA-CA! Ninguém favorece ninguém mesmo! Eu que sou uma idiota de esperar algo bom deste lixo de planeta!

Apaguei na hora o número dele do meu celular, não queria mais correr o risco de ligar pra ele, não importava qual seria o possível motivo...
Comecei a fazer uma prece: Deus, abençoe a vida destes chupa cabras do inferno sempre e que nada que estes vampiros malditos precisem venha parar em minhas mãos, porque não interessa o tamanho ou a textura do objeto, eu enfio na bunda, mas não dou!
Como estava passando sobre aquilo que um dia foi um rio me imaginei com o último copo com água potável da galáxia nas mãos - Você sente sede? Os peixes também! Anh? Não tem peixe neste rio? Quem disse? Mesmo assim, não vou dar pra você: bebam água limpa capivaras! HAHAHAHA!

Sim, surtei!

Tive uns dias de cão, to cansada do egoísmo desta merda de humanidade, da pra contar nos dedos as pessoas realmente boas e de luz que eu conheço e elas não se enrolam a um pisca-pisca ou colocam plaquinhas em sua volta dizendo ser o que não são.

Fiquei pensando em como tudo é muito caro para determinadas pessoas!
Dar passagem para o outro carro, levantar para um senhor de idade se sentar, respirar fundo e não gritar com quem não tem nada a ver com seus problemas: TUDO ISSO É MUITO CARO PARA UNS!

Meu rompante foi interrompido pelo sorriso da moça que trabalha na empresa ao lado.
É, pra ela ser doce é normal...

Me deixem desistir!
Mas não deixam, na cozinha do meu trabalho dou de cara com uma amiga incrível que me dá um abraço pra melhorar meu humor... Hhmmm que gostoso.

Parem! Tenho direito de sentir essa raiva.

O telefone toca.
Deletei o número do celular, mas ainda lembro os primeiros dígitos de cabeça: Ná, comprei seu croissant!
...
...
...
Ai Deus... Recebi um torpedo... Que vergonha, ganhei outro croissant (este de cho-co-la-te)!
...
...
...
Ok, eu não tenho tanto direito de sentir essa raiva, não quero e nem preciso nutrir isso...
O mundo nem é tão cruel assim!
Eu não sou assim!
As pessoas são tão falhas quanto eu.
Darei outra chance a eles, só assim terei mais uma chance para aprender e evoluir também.

Obrigada pessoal, por me ajudarem a enxergar que ainda tem lugares bons pra se viver.

Passou...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desnuda


Nunca tive problemas com a nudez, aliás, chegando em casa a primeira coisa que faço é tirar a roupa. Meu pai sempre ficou uma fera comigo. “Aaahhh, quem não quer ver estrelas que não olhe pro céu!”
A nudez pra mim é algo tão comum. Estrias, rugas, celulites... Conta pra mim: quem é naturalmente perfeito?
Não estou falando que amo as minhas imperfeições e canto pra elas na hora de dormir, mas as tenho!
Vale negar?
Se você quiser, vale sim!
O que não dá é para viver de cartões de visitas e achar que o real são as fotos bonitinhas do facebook.

Agora me diz: quem nunca contou uma mentirinha, beijou alguém e depois não ligou?

Quem nunca comeu um salgadinho no mercado e saiu sem pagar, falou mal de alguém, tomou um belo porre numa festa, deu na rua e, depois de tudo, preferiu fingir que esqueceu?
Quem?
Santos na Terra?
Aham... Amém!

Eu falo alto, sou bocuda, bebo (e ronco quando bebo), tenho espinhas, choro (de dor, de amor, de alegria, de tanto rir...). E AMO, ai como amo!

Qual o problema em tirar a roupa, em viver sem máscaras, ou achar que vive sem elas?
Para mim pode ser com a luz acesa, algumas velas perfumadas... Claridade e transparência nunca me incomodaram.

Tem horas que penso me expor em excesso.

Mas sou assim!
O fato de falar demais não quer dizer falar sobre mim, isso é que ninguém nunca entendeu.
Agora se não posso declarar nem aqui...
Aqui é onde conto as histórias de mim, por mim, para mim, e umas sem mim – eu confesso.

Quero ir a uma praia de nudismo.

As pessoas são mais verdadeiras lá?
Tem menos medo de ser quem são?

Tô arrancando a roupa e a pele de todas as mulheres que existem em mim e não adianta elas espernearem, vão se olhar no espelho e pronto!

Algumas resistem mais, outras levantam e vêm por si.
Não importa, o bom é vir!

Sabem o que realmente acho incrível? O fato de as pessoas serem capazes de mentir tanto para elas mesmas.

Mais que incrível, acho triste. Ter vergonha de trocar de roupa na frente da colega eu até entendo, mas se vendar na hora de se despir quando só há você ali?!

Falamos porque acreditamos ou falamos até acreditar?


Chega!


Preciso de um banho, de luz, de honestidade, de folhas, de amor, de língua...
Você vem?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Estrelas Carentes


Por que se desprendeu da imensidão?
O que te fez desejar menos céu e mais chão?
Por que escolheu a solidão?
Não tinha espaço?
Não tinha laço?
Não quis contato?
O que te fez desejar menos céu e mais chão?
Não gosta de brilhar?
Não gosta de sonhar?
Não quer viajar?
O que te fez escolher queimar intensa por um momento e desaparecer?
Acho que as estrelas são carentes.
Brilham em seus redondos, mas não se falam!
Brilham em seus redondos, mas não se abraçam!
Acho que as estrelas são carentes!
Hoje vi uma estrela cadente.
Faz pedido?