quinta-feira, 8 de abril de 2010

Leona, perfeitamente mortal


Sem lambe-lambe barato, a três meses “Leona” entrou na lista das mulheres que admiro.
Adoro ler seu blog e ver em suas palavras que somos todos um bando de pirados e que isso é perfeitamente normal.
Ela é toda divertida e cheia de frases e atitudes que me inspiram a projetar e batalhar por algo mais diariamente.
Outro dia ela disse uma que em breve vai virar post, sua exclamação se tornou o título “Sente a bunda e escreva AGORA!” (risos), tem também conselhos profissionais na linha Longo “feedback é um presente, na hora você agradece e sorri só em casa você analisa se gostou, servindo use, do contrário deixa na gaveta que uma hora sempre arrumamos um destino”.
No alto de seus loiros e prováveis 1,80m meio russa e meio italiana: brasileiríssima, ela é super mortal.


Uma dona elegante que também tem dificuldades pra encontrar um simples travesseiro; que lamenta o fim da linha do refrigerante predileto; que tem transtornos obsessivos compulsivos e sabe que papel higiênico tem lado certo; toma um porre vez ou outra e também faz umas fugas da “dieta”; capaz de adestrar um gato, cuidar de um apartamento e de uma casa com mais de trinta moradores malucos e claro, ter uma vida pessoal afinal ela merece.
Na boa? Leona é o bicho!

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Caminho de Casa

Sinto falta de ouvir a serenata do grilo, de saber que em uma esquina ou outra posso esbarrar no lobo, de
ver seus olhos tranqüilos dentro de sua própria paz.


Eu olho e já não sei
Seria então uma borboleta? Leve e livre...
Ou quem sabe uma bolha de sabão? Pura e transparente...

O lobo uiva só na lua cheia? Ele anseia só pela Sereia? Ele
respira a areia?


Eu olho e já não sei
Não sei onde ele está, que caminho seguiu nem quando vai voltar só sei que todo bicho reconhece seu canto e sabe o caminho de casa.






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Sem Botões Não Há Flor"


Ela observava o pé de manga sem entender “Aqui sempre deu fruto, antes mesmo de eu nascer! Minha tata comia, minha bisa, primos e primas. Será que meu filho não provaria?”

Foi tanta chuva que caiu 
Transbordou o leito do rio
O vento com imensa força soprou
Que arrancou todos os botões da árvore, não deixando uma flor
O fruto confuso, sem saber à que horas deveria nascer ou morrer
Receoso, resolve que talvez seja melhor nem aparecer...
Fica verde folha a copa de nossa árvore e no meio da tarde o canto desesperado dos passarinhos
Que assim como nós esperarão o ano todinho, mas desta vez não haverá nem sequer um fiapinho...


"Fiona vai casar!"

para Lela com amor...


Quando terminei de ler aquele email não pude conter as lágrimas de alegria: "Lela vai casar!"
Tratei de contar para todos que a conheciam e pro mundo todo; pro gato, pra mamãe, pro Rafa e pra titia.
Me veio na mente um filme com toda nossa trajetória: as brigas por roupa; os ciúmes dos amigos; o nascimento real de nossa amizade ao nos escondermos juntas numa brincadeira de "polícia e ladrão", uma conversa secreta selada pela toda poderosa lua cheia...





Me ocorreu que meu primeiro porre foi com ela e que estava presente no meu primeiro beijo também...
Ela é brava sim, é muito cuidadosa e protetora, já brigou comigo e por mim!
Me lembrei da nossa última Virada Cultural e nossos questionamentos sobre o amor...
E nossa querida "Fiona" encontrou um homem bom que percebeu que é impossível não ama-la e prometeu cuidar, respeitar, amar e proteger nossa menina ou enfrentará a fúria do time mais perigoso que há, o "Ogras Futebol Clube" popularmente conhecido como "As Ogretes".
Sejam Felizes e "que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure..."

"Juntos"

Meu corpo reconhece seu carinho e se rende gemendo, tremendo, temendo...
Quero ficar perto, colado, ao lado, por cima, por baixo...
Juntos... Unidos na liberdade que aproxima, fortalece e não separa...
Beijo quente que me aquece a carne e acolhe a alma,
Mãos precisas que tocam ao todo e os nossos pelos se roçam e vão se enroscando aos poucos.
Beija a flor
Meu beija-flor
Fique se quiser, eu quero.
Enfim ser junto.
Com começo, meio, sem fim...

"Os Olhos D'Água"

Ela é a guerreira mais doce que já conheci, é a segunda das três meninas que nasceram naquele lar.
Ela é mãe, mulher, esposa e trabalhadora (acho sempre importante isso ressaltar, pois nem todas as mulheres são capazes de tudo conciliar)
É religiosa, nas madrugadas se assim lhe for mandado, abandona o calor de sua cama, toma um banho gelado (e não reclama), aquece o nosso e nos banha;
Somos seus e ela nos ama!
Ela é os Olhos D'Água e delas não se esconde nada.
Sabe se é fome, frio ou manha só de olhar na nossa cara.
Ela é firme e amorosa, é o equilíbrio da nossa casa.
Quando chora, dura dias, mas o que reina é a gargalhada.
Ela é a minha mãe.
Ela é os Olhos D'Água.

"Abafado"

Choro abafado
que é pra ninguém nunca saber
como o canto daquele passarinho um dia me fez sofrer

eras belo fora da gaiola, com sua cauda encantada
voava alto, ia longe e pra mim sobraram as bicadas

aperto com força sua garganta
que é pra ninguém te escutar
piando e agonizando na certeza de que irei te matar
ouve minha gargalhada
coloquei os saltos só pra te pisar
dor de amor é doida
e mulher com raiva é vingativa.
sou fera e fui ferida
traidora e traída

passou tudo
segue a vida
e era uma vez uma menina...


para Américo, agora sem rancor